Fotografar Marrocos

Marrocos, Marraquexe © Ricardo Silva Cordeiro

Para quem me acompanha no flickr não será novidade que passei uns dias em Marrocos.

Gostei bastante da experiência. Pareceu-me que naquele país surge algo interessante para fotografar a cada minuto, e digo isto sem exagero. Basta ficar parado numa rua da Medina de Marraquexe é garantido que, no meio de todo o frenesim, surgirá espontaneamente uma ou mais cenas dignas de registar.

Não sei ao certo o número total de fotografias que fiz durante os sete dias de viagem. Mesmo com vários cartões SD, receei ficar sem espaço de armazenamento e, no final de cada dia, fiz uma triagem para descartar as imagens menos relevantes. Ainda assim voltei para Portugal com mais de 1300 fotografias, um valor que sofreu algumas baixas numa segunda selecção (já no computador), mas que mesmo depois disso permaneceu considerável.

Durante o regresso, dei por mim a pensar que se tivesse ficado por lá uns meses, voltaria com um portfolio fotográfico que me marcaria para a vida. E para tal nem seria necessário sair de Marraquexe, o local onde passei mais tempo.

Dito isto, não se julgue que é de todo fácil fotografar em Marraquexe. Nesta cidade com forte presença Islâmica, grande parte da população ainda se opõe à representação artística de qualquer ser vivo uma vez que, segundo o Islão, isso seria utilizar um poder criativo reservado apenas a Deus. Conjugue-se esta mentalidade com um constante contacto com o turismo de massas e obtemos um povo que, por mais inocente que seja a nossa intenção, vê o acto de fotografar como uma invasão.

A propósito deste obstáculo à fotografia, foi curioso acompanhar nos dias anteriores à minha viagem o projecto que a Magnum Photos realizou em Marraquexe, a convite do Marrakech Museum of Photography and Visual Arts (que resultou numa exposição que de resto aproveitei para visitar durante a minha estadia). Foi-me bastante útil saber das dificuldades sentidas pelos fotógrafos Mark Power, Jim Goldberg, Susan Meiselas, Mikhael Subotsky e Abbas no decorrer do seu trabalho. Claro que por ser um fotógrafo amador, estive livre dos constrangimentos formais a que os profissionais da Magnum se têem que sujeitar, mas conhecer a resistência dos marroquinos à fotografia permitiu-me escolher a máquina ideal para fotografar em Marraquexe: a Nikon V1.

Num local em que as pessoas instintivamente se escondem ou fazem má cara quando confrontadas com uma máquina fotográfica, a rapidez e discrição são factores cruciais. A Nikon V1 é uma máquina especial*, consegue reunir as vantagens de uma máquina compacta (é pequena, discreta e silenciosa) com características normalmente associadas a máquinas mais avançadas como um sistema de objectivas intermutáveis, visor electrónico de alta-resolução, qualidade de imagem superior (tem um sensor de 1″) e, principalmente, rapidez: a V1 é extremamente rápida, tem um foco virtualmente instantâneo e consegue fazer até 60 fotografias por segundo, mesmo em RAW e na resolução máxima.

A Nikon V1 facilita apanhar rapidamente o momento certo. E fá-lo sem que ninguém dê conta.
Marrocos, Marraquexe © Ricardo Silva Cordeiro

Esta velocidade de operação não só foi um trunfo nas ruas de Marraquexe como também se revelou útil nos quatro dias de longas viagens pelas montanhas do Alto Atlas até ao deserto de Merzouga. Mesmo passando grande parte do tempo dentro de um jipe, consegui fotografar em andamento o que via pelo caminho: configurei a máquina para uma velocidade de obturador alta, e fui disparando sequências de 10 fotografias por segundo quando passava por algo que me parecia interessante. O resultado desta experiência (que serviu também para combater o tédio) acabou por revelar-se recompensadora e quase funcionar como um portfolio à parte.

Nikon V1

Exemplos de fotos tiradas em andamento.
Marrocos © Ricardo Silva Cordeiro

Se foi importante usufruir das vantagens da V1, foi também fulcral conhecer de antemão as suas limitações: qualquer máquina com um sensor pequeno (e um sensor de 1″ é pequeno, apesar de maior que o das compactas vulgares) vai ter problemas com valores ISO superiores a 400, e esta Nikon não é excepção. Mesmo com a objectiva Nikkor 18,5mm f/1.8, quando a luz baixa, a qualidade de imagem fica bastante comprometida, e a noite de Marraquexe é digna de ser fotografada. Foi nestas ocasiões que a Fujifilm X100 entrou em cena; apesar de não ser uma máquina que prima pela rapidez é igualmente discreta e oferece uma qualidade de imagem bastante superior, mesmo a ISO 1600.

Noite de Marraqueche.

Mesmo durante a noite, o comércio de Marraquexe não pára.
Marrocos, Marraquexe © Ricardo Silva Cordeiro

Visitar Marrocos é uma experiência que recomendo a todos os fotógrafos de rua. A experiência que acumulamos com os “treinos” pelas nossas cidades é totalmente posta à prova, principalmente em Marraquexe. Outra mais valia que obtive desta viagem foi ter voltado com bastantes fotografias para pós-produzir durante estes meses de Inverno em que, fotograficamente falando, as ruas de Portugal estão semi-mortas.


*A Nikon V1 é uma máquina geralmente subvalorizada mas muito interessante pelo conjunto de características que oferece. Quanto mais a uso, mais importante me parece dedicar-lhe um artigo aqui no blog, para que muitos fotógrafos de rua não a deixem passar ao lado.

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Proximidades

Get Closer - Magnum Photos

Descobri há uns dias o projecto intitulado Get Closer criado pela Magum Photos em homenagem ao 100.º aniversário de Robert Capa.

A premissa é interessante: tendo como ponto de partida a célebre frase de Robert Capa “se as tuas fotografias não são suficientemente boas é porque não estavas suficientemente perto” (tradução livre), durante 100 dias fotógrafos conceituados aproximar-se-ão do trabalho de Robert Capa, apresentando imagens em paralelo com algumas das suas lendárias fotografias.

Mesmo que apenas isto bastasse para suscitar interesse, estas imagens são enriquecidas com comentários dos fotógrafos convidados que, inevitavelmente, para além de homenagear a vida e obra de Robert Capa, frequentemente comentam a famosa frase-chavão.

Robert Capa / Mark Power

Robert Capa / Mark Power
© Robert Capa/Magnum Photos/ICP
© Mark Power/Magnum Photos

Chamou-me a atenção o texto de Mark Power que refere como não se identifica com esta espécie de “regra” popularizada por Robert Capa. Gostei deste comentário porque confesso que desde muito cedo esta frase sobre proximidade me deixou de pé atrás, e aqui temos um claro exemplo do porquê. Basta ver o trabalho de Mark Power para perceber que a grande diferença entre este fotógrafo e Robert Capa resume-se a uma palavra: escala. Um fotógrafo de guerra tem de estar “em cima do acontecimento”, enquanto a batalha de Mark Power é conseguir distanciar-se suficientemente para fotografar sujeitos de escala monumental. Mark Power não se aproxima porque não é isso o desejável para obter o efeito que tem em mente.

Este e outras dogmas da fotografia (lembro-me agora de Cartier-Bresson com a sua regra de “nunca reenquadrar”) são até certo ponto úteis, mas na minha opinião devem ser interpretados e adaptados aos nossos métodos e finalidades. 

Uns quantos passos para a frente e o efeito não seria o mesmo.
Nazaré, Portugal © Ricardo Silva Cordeiro

Ficarei atento a este projecto que à data deste artigo vai ainda a 1/4 dos 100 dias e já tem excelentes contribuições. Não sei se fará com que os fotógrafos se aproximem mais dos seus sujeitos, mas certamente que nos aproximará mais a todos do trabalho de Robert Capa.

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A Sony vencedora

Em 2006 a comunidade fotográfica ficou apreensiva com a notícia da aquisição pela Sony da conceituada mas decadente Konica/Minolta. Neste meio, a marca Sony não era associada a máquinas fotográficas para uso “sério”, era um nome ligado a gadgets, uma empresa que fabricava apenas máquinas compactas orientadas para o mercado de consumo. Apesar disto, julgo que mesmo as duas gigantes desta indústria, a Canon e a Nikon, se devam ter sentido intimidadas com esta notícia.

A história mostra-nos que a Sony dificilmente perde em qualquer área em que investe, e esta não foi excepção. Mesmo sendo uma estranha no meio da fotografia profissional, não receou sentar-se ao lado dos grandes, lançando logo em 2007 a full-frame Sony a900 que competiu numa área onde praticamente apenas a Canon e Nikon tinham dimensão para entrar.

No entanto a Sony não se contentou em fazer apenas mais do mesmo num mercado que há uns anos estava estagnado e saturado de modelos de dSLRs bastante semelhantes entre si. Aproveitando o facto de ser uma nova cara neste meio, com uma base de utilizadores por conquistar, decidiu também arriscar coisas novas, sendo por exemplo a grande impulsionadora dos visores electrónicos e das máquinas compactas com sensores APS-C.

Este impulso não beneficiou apenas os consumidores: numa altura em que a Canon estava no topo no âmbito da qualidade de imagem, finalmente surgiu uma empresa que oferecia sensores de qualidade equiparável e, ao contrário da Canon, fabricava-os para outras marcas. Este facto mudou bastante o mercado, muitos fabricantes implementaram os sensores da Sony nas suas máquinas fotográficas acertando assim o passo em relação à Canon.

De geração para geração a Sony tem vindo a melhorar a sua tecnologia estando agora na linha da frente nesta área: não só os sensores das máquinas Sony são excelentes, como ajudaram a fabricar o monstro de resolução que é a Nikon D800, fizeram com que as máquinas Olympus – mesmo tendo um sensor mais pequeno – tenham agora uma qualidade de imagem ao nível das reflex APS-C, ou com que a minha Fujifilm X100 me surpreenda ao conseguir um maior alcançe dinâmico que a full-frame Canon 5D MkII.

Há uns dias atrás a Sony arriscou mais um passo em frente em relação à concorrência com o lançamento de duas máquinas mirrorless com sensores full-frame: a Sony A7 e Sony A7r.

Estes dois modelos são bastante semelhantes, sendo a principal característica que os distingue a resolução dos seus sensores: 24mp para a A7 e 36mp sem filtro anti-aliasing para a A7r.

São máquinas que parecem ser o culminar do que a Sony tem aprendido com a linha NEX e, a meu ver, talvez o início de uma nova vaga de modelos com sensores grandes em corpos pequenos a preços acessíveis – o full-frame para as massas – reminiscente às Olympus OM ou Nikon FE do tempo das analógicas. Já existem até rumores sobre uma nova FE digital da Nikon

Ao observar este plano de lançamento de objectivas torna-se evidente que a Sony esteve atenta às críticas no que concerne à inicial falta de objectivas para a linha NEX. Este novo sistema será bastante completo a curto prazo, e umas Zeiss 35mm f/2.8 e Zeiss 55mm f/1.8 nunca ficam mal na fotografia.

Se hoje pretendesse investir num sistema full-frame não hesitaria em descartar as dSLR escolhendo uma destas Sony. Nem me preocuparia com a falta de objectivas dos primeiros meses ou com o preço elevado das Zeiss. Isto porque uma das grandes vantagens de uma máquina mirrorless é a possibilidade de poder utilizar virtualmente qualquer objectiva que existe através de adaptadores. Mas até hoje as mirrorless não tinham sensores full-frame para tirar total partido de objectivas tão apetecíveis como são as do sistema Leica-M por exemplo. Estas máquinas vão fazer com que muita gente finalmente possa usar as suas objectivas de colecção sem a limitação dos sensores APS-C, e o foco manual não será problema com o visor electrónico de alta resolução e a ajuda do focus peaking.

Depois de anos de aperfeiçoamento e consolidação da tecnologia digital às máquinas fotográficas, parece-me que finalmente entrámos numa era bastante mais excitante, a da experimentação. E o melhor de tudo é que me parece que ainda agora começou.

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Máquina fantasma

Nikon V3
Foi bastante evidente no artigo anterior que as imagens da Nikon V3 não eram reais, eram na realidade uma simulação 3D feita por mim.

Fi-lo em jeito de experiência. Tive como ponto de partida os pontos fortes e fracos da Nikon V1 e desenhei o que para mim seria uma evolução desta: uma suposta Nikon V3 que tem como ideias base ser compacta, rápida, e simples, sem no entanto comprometer o controlo (como acontece com a V1).

Desenhei-a a pensar no uso que lhe daria, a fotografia de rua. O sistema Nikon 1 oferece uma rapidez muito bem-vinda neste género de fotografia, mas falha em algo tão essencial como oferecer controlo de uma forma eficaz. Utilizar estas máquinas com configurações automáticas é sempre uma opção, mas ainda assim seria desejável poder traçar limites ao que a máquina decide por nós, e foi este o meu principal objectivo ao desenhar o menu de “quick settings”.

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Tarde com pouco trabalho + software Cinema4D = Nikon V3.

O mais divertido nesta experiência foi divulgar estas imagens em alguns fóruns. Foi interessante observar todo o tipo de reações a este protótipo virtual.

Uma das características imediatamente (e unanimemente) criticadas foi os controlos via touch-screen, o que era de esperar: ao apresentar a “máquina” deveria ter reforçado mais a ideia de que também existiriam os tradicionais botões físicos para que fosse possível controlar o diafragma ou obturador rapidamente, sem ter sequer que olhar para máquina. A ideia dos menus no ecrã táctil seria oferecer controlos mais avançados sem sobrecarregar de botões uma máquina fisicamente pequena.

Outro dos aspectos mais criticados foi a ergonomia. No desenho que fiz tentei manter-me fiel ao “espírito de compacta” da Nikon V1 mas acrescentando algo que permitisse agarrar a máquina com mais firmeza. O caminho mais fácil seria aumentar o volume da máquina com o tradicional punho saído (o que foi feito na Nikon V2 e é um dos aspectos desta máquina que não me agrada), mas optei por fazer o inverso tornando côncava a zona para agarrar. Recebi no entanto muitos comentários acerca do possível desconforto que esta solução poderia proporcionar. Confesso que nunca fui muito exigente no que toca ao “agarrar” de máquinas fotográficas, principalmente nas deste género, pequenas e leves. Talvez o facto de ter mãos pequenas contribua para isso: a grande maioria das máquinas fotográficas são desenhadas por japoneses e são conhecidos em diversas áreas problemas relacionados com a diferença de tamanho das mãos orientais e ocidentais, é fácil encontrar exemplos na indústria automóvel ou em diversos aparelhos electrónicos. 

Apesar de tudo continuo a pensar que a solução côncava seria a melhor opção, sendo apenas  necessário aumentar um pouco a espessura de todo o corpo da máquina para simultaneamente melhorar o conforto de utilização e permitir continuar a usar as mesmas baterias dos modelos anteriores.

Estas foram as duas principais críticas a esta minha máquina fictícia. No geral a resposta foi bastante positiva, houve inclusive algumas pessoas a afirmar que a compravam tal como foi apresentada, mas claro que ainda assim não fui poupado a críticas como esta:
(…) In my opinion the V1 is ugly but functional. This thing is just ugly. Don’t apply for the next generation N1 camera designer job with this “camera” (…)

Apesar do seu carácter negativo e pouco (ou nada) construtivo, foi das respostas que mais me fez rir. Fez-me também pensar no quão difícil será o trabalho de quem realmente faz disto uma profissão, tendo que equacionar factores tão díspares como limitações de ordem técnica e qualidade estética. E sempre com uma certeza: nunca irão agradar a toda a gente.  
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E que tal uma Nikon V3 ?

Nikon V3

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NOTA:
Acrescento esta nota para deixar claro que esta máquina não é real, é uma protótipo feito por mim. Podem saber mais no artigo “Máquina Fantasma” em que falo sobre o assunto.
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A máquina do sistema Nikon 1 que todos esperam, a Nikon V3:

– sensor da Sony RX100 II (de 1″ com 20mp e “back-illuminated”)
– visor electrónico inclinável
– ecrã “touch-screen”
– nova bateria mais pequena e leve
– disponível em metalizado e em preto

Nikon V3

Imagem onde é possível ver o visor inclinável.

Nikon V3 - quick settings
Dou especial atenção ao ecrã de “quick settings” que é possíver ver na imagem acima.
O facto da máquina ter ecrã táctil faz com que seja possível controlar as definições mais importantes sem que seja necessário ter muitos botões físicos. Este sistema consegue ser simultâneamente simples e oferecer um grande nível de controlo: no exemplo acima, colocando em automático a velocidade do obturador, é possível especificar o intervalo de velocidades que a máquina pode escolher.

Esta Nikon V3 parece colmatar todas as falhas dos modelos anteriores. Mesmo sendo um feliz possuidor de uma Nikon V1 – e espero em breve escrever sobre a minha experiência com esta máquina – a falta de controlo e até de mera lógica no que toca aos menus e disposição de botões sempre foi algo limitador. É verdade que a Nikon V2 já resolveu algumas destas falhas mas é uma máquina mais volumosa e, na minha opinião, com um aspecto de mini-dSRL que a torna pouco apelativa.

Resta-nos esperar para confirmar se à terceira é de vez.

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A vez de Ian Berry

 

Depois de Thomas Dworzak, chegou agora a vez do fotógrafo Ian Berry mostrar-nos como gosta da sua nova máquina fotográfica. Mesmo a calhar para fechar esta espécie de ciclo de adoração à Panasonic GX7* que se tem verificado por aqui.

Relativamente ao blog, agora que o período de férias chegou ao fim, a energia aqui será outra, pelo que contem com artigos mais ricos em conteúdo proximamente**.


* Aproveito para dizer que não tenho qualquer tipo de ligação à Panasonic. Apesar de não me faltar vontade, nunca tive sequer uma máquina desta marca.


** Como devem saber pela cadência habitual de artigos, não interpretem este “proximamente” demasiado à letra. A verdade é que ficaria bastante satisfeito se conseguisse escrever um artigo por semana, mas para ser sincero na minha gestão de prioridades darei sempre mais importância a fotografar do que a escrever sobre fotografia.

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Uma GX7 em boas mãos

 

Quando escrevi sobre a nova Panasonic GX7 referi que esta nova máquina ia ser posta nas mãos de dois fotógrafos da Magnum Photos, e não foi preciso esperar muito para ver resultados: já existe um vídeo em que Thomas Dworzak fala sobre o seu trabalho e a sua nova máquina.

Aparentemente adoptou a GX7 sem reservas, refere até que agora tem tudo o que precisa numa só máquina. Fez também menção ao disparo silencioso, gostei de saber que não sou o único a dar muita importância a esta característica.

São poucas as fotografias que surgem neste vídeo (e lamenta-se que este não esteja em HD para as apreciar melhor), mas as que existem são excelentes. É de esperar que um fotógrafo da Magnum consiga obter boas fotografias com qualquer máquina, mas o que deve ser tido em conta é o facto de ter escolhido esta de entre a vasta oferta existente.

Agora resta saber se Ian Berry nos brindará com um vídeo semelhante.

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