A minha escolha

máquinas fotográficas 2014

Na Fotografia, como em quase todas as disciplinas, julgo ser benéfico procurar equilibrar as suas várias facetas: se é importante conhecer o trabalho dos grandes autores ou reflectir sobre o papel da fotografia na actualidade (o intelectual), em nome do equilíbrio, é igualmente vantajoso ter interesse pela técnica e/ou pelas máquinas fotográficas (o material).

É certo que existe sempre um desequilíbrio entre o intelectual e o material em cada fotógrafo, em alguns casos intencional e assumido, noutros nem por isso.
Pessoalmente, tenho dificuldade em discernir para que prato da balança tendo mais. Tanto gosto de comprar livros de fotografia para conhecer melhor os autores como tenho também um interesse natural por tecnologia que me faz gostar de experimentar e perceber as máquinas fotográficas.

Apesar desta minha admiração por máquinas, dificilmente compraria uma com o mero intuito de a guardar como objecto de colecção. O que gosto mesmo nas máquinas é utilizá-las para fazer fotografias, não consigo racionalizar a aquisição de um objecto dispendioso para fins meramente ostentativos. Foi este raciocínio que recentemente me levou a tomar a decisão de vender uma máquina fotográfica que, apesar de ser excelente, há já algum tempo que tinha muito pouco uso: a Canon 5D MkII.

O facto é que desde que comecei a usar máquinas do tipo mirrorless a Canon ficou cada vez mais tempo guardada na mochila. O peso e tamanho das dSLR tornou-se para mim algo maçador que retirava parte do gozo à fotografia*.

O dinheiro amealhado com a venda da Canon e de (quase) todas as objectivas, permitiu-me adquirir um conjunto de máquinas que é para mim bem mais interessante e, principalmente, que vou usar com maior regularidade. Foi também positivo o facto de, no fim do processo, ainda me ter sobrado dinheiro.

Nos próximos artigos escreverei sobre cada uma das máquinas que uso actualmente e de quão distintas são entre si, cada qual especializada numa tarefa específica, uma diversidade que pessoalmente me dá muito mais gozo do que usar uma máquina “faz-tudo” (dSLR). Das quatro máquinas que tenho, começarei por falar sobre a que uso há mais tempo: a Fujifilm X100. Até breve.


* Sempre simpatizei com a cultura japonesa (exceptuando alguns pormenores como o exagerado espírito de auto-sacrifício), e a minha conversão às mais pequenas e leves máquinas mirrorless é mais uma prova disso: no Japão existe um fascínio pela miniaturização da tecnologia que faz com que o mercado das mirroless esteja em actualmente em expansão. Já nos E.U.A. a mentalidade de bigger is better faz com que as dSLR continuem a imperar. Pelo que sei, na Europa o mercado divide-se, mas julgo que não tardará muito até que as vantagens das mirroless sejam evidentes a todos.

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Sobre contextofotografico

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